

eu
eu sou uma taurina de 21 anos, sensível, confusa e curiosa.
eu gosto de música, flores e palavras bonitas.
eu adoro meus amigos, sem eles eu não vivo.
eu preciso amar, sentir e me encantar diariamente.
eu ando pelo mundo prestando atenção em cores que eu não sei o nome.
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Stein
Quinta-feira, Agosto 04, 2005
Acontece
(Cartola)
Esquece nosso amor, vê se esquece.
Porque tudo na vida acontece
E acontece que eu já não sei mais amar.
Vai sofrer, vai chorar, e você não merece,
Mas isso acontece.
Acontece que meu coração ficou frio
E o nosso ninho de amor está vazio.
Se eu ainda pudesse fingir que te amo,
Ah, se eu pudesse
Mas não posso, não devo fazê-lo,
Isso não acontece.
Quarta-feira, Julho 20, 2005
E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem então agora eu seria?
'Algo tão pequeno como o vôo de uma borboleta pode causar um tufão do outro lado do mundo'
Teoria do Caos
Sob efeito de 'Efeito Borboleta'.
Que filme é esse, hein?
Sexta-feira, Julho 15, 2005
Às vezes eu penso em escrever pra tentar entender algumas coisas que acontecem comigo. Acontece que meu coração e minha cabeça são confusos demais, eu não sei se me faria entender. Na verdade eu nem to incomodada por não estar me entendendo, ninguém se entende nesse mundo mesmo. Pessoas compartilham sentimentos fortes, mas a reciprocidade perde o sentido porque elas disperdiçam muito tempo caminhando em direções opostas. Nossa mania feia e burra de complicar tudo...
Ela X Ele na Cidade Sem Fim
(Vanessa Da Mata)
Ela não tem preço
Nem vontade
Ela não tem culpa
Nem falsidade
Ela não sabe me amar
Ela não tem jogo
Nem saudade
Ela não tem fogo
Nem muita idade
Ela não sabe me amar
Ela não saberá
Coisa de amor
De irmão
Que ela insiste e que me dá
Toda vez que eu tento
Ela sofre
Poderia ser medo
Mas como é possível
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será minha amada
Amadora?
Ele não tem preço
Nem vontade
Ele não tem culpa
Nem falsidade
Ele não sabe me amar
Ele não tem jogo
Nem saudade
Ele não tem fogo
Nem muita idade
Ele não sabe me amar
Ele não saberá
Mas então seu amor não é meu
Nem eu o seu
Pois então que será meu amado
Amador?
Se eles não têm pose
Nem maldade
Eles não têm culpa
Nessa cidade
Eles não sabem amar
Coisas da vida
Quarta-feira, Junho 29, 2005
Raindrops Keep Falling On My Head
(Burt Bacharach & Hal David)
Raindrops are falling on my head
and just like the guy who's feet are too big for his bed,
nothing seems to fit
those,
raindrops are falling on my head,they keep falling
so I just did me some talking to the sun,
and I said I didn't like the way he got things done,
sleeping on the job
those,
raindrops are falling on my head they keep falling
But there's one thing, I know
the blues they sent to meet me won't defeat me.
It won't be long 'till happiness steps up to greet me
Raindrops keep falling on my head
but that doesn't mean my eyes will soon be turning red.
Crying's not for me, cause
I'm never gonna stop the rain by complaining
because I'm free
nothing's worrying me
It won't be long till happiness steps up to greet me
Raindrops keep falling on my head
but that doesn't mean my eyes will soon turning red
crying 's not for me
Cause I'm never gonna stop the rain by complaining
because I'm free
Nothing's worrying me
Segunda-feira, Junho 06, 2005
Às vezes parecia que, de tanto acreditar
Em tudo que achávamos tão certo,
Teríamos o mundo inteiro e até um pouco mais:
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro.
Eu sei, é tudo sem sentido.
Ultimamente tenho me questionado sobre o verdadeiro significado das expectativas na vida da gente. Quanto mais eu penso a respeito, mais acredito que elas têm um significado diferente pra cada um, e é sempre intimamente verdadeiro.
Na minha vida ela vai de vilã à fada madrinha com uma rapidez que eu não acompanho. Vem dela a maioria dos meus projetos, das minhas idéias e ideais, combustível que me impulsiona a buscar coisas novas, a melhorar, a expectativa de vivenciar novas possibilidades, de alcançar novos territórios, enfim, a busca pelo novo.
E é nela, também, que eu encontro a maior parte dos meus conflitos e culpas. Porque, se eu crio expectativas em relação às coisas, só faço porque antes de tudo eu tenho expectativas a meu respeito. Isso é bom, e ruim muitas vezes. Esperar algo de si mesmo me parece fundamental, todo mundo tem projeções a seu respeito. O problema está justamente quando você começa a esperar demais, as projeções vão ficando cada vez mais mirabolantes e perceber que pode ser inviável é uma sensação muito frustrante. Pior é quando a mais simples expectativa parece a coisa mais inalcançável do mundo...
Eu não penso que algum dia poderei não ter muitas expectativas a meu respeito, nem acho esse comodismo bom. Só acho que as coisas ficariam mais fáceis se eu fosse um pouco menos exigente, ou se eu pudesse me ligar mais na dimensão do possível, quem sabe.
O mesmo acontece com os outros. Será que se eu esperasse menos das pessoas eu não seria mais flexível, mais razoável?
Não sei. O fato é que no momento todas as minhas expectativas estão aí pra me mostrar que eu to muito pouco contente com essa fase mais ou menos da minha vida.
Terça-feira, Maio 31, 2005
Meu querido amigo Mr. Macabu deixou, antes de ir pro outro lado do mundo (saudadona!), essa enquetezinha no seu blog e me incumbiu de respondê-la por aqui. Demorou mas eu respondi.
Não podendo sair do Fahrenheit 451, que livro quererias ser?
Pergunta difícil, todo mundo sempre queria ser tanta gente ao invés daquele que encara no espelho todo dia.
Eu queria ser O dia do coringa, Jostein Gaarder. Explicar os porquês dessa escolha resultaria numa resenha, portanto, leiam. Esse sim é um marco na vida de quem lê.
Já alguma vez ficaste apanhadinho (a) por um personagem de ficção?
Dentre tantos, acredito que o Tomas, de A insustentável leveza do ser (Milan Kundera) foi o que mais me marcou. Conflitos intensos, questionamentos muito parecidos com os que habitam minha cabeça confusa e reflexões valiosas sobre a existência. A leveza e o peso...
Qual foi o último livro que compraste?
Serve um que eu ganhei de aniversário? O encontro entre Bandeira e Sinhô, André Gardel, que ganhei de aniversário do Caju e estou ansiosa pra ler. As próximas aquisições serão Minhas histórias dos outros, Zuenir Ventura e O livro de ouro da MPB, Ricardo Cravo Albin.
Qual o último livro que leste?
Perfis do Rio - Zé Kéti, Nei Lopes.
Que livros estás a ler?
O Brasil do Samba-Enredo, Monique Augras.
Que livros (5) levarias para uma ilha deserta?
- Sonetos da Florbela Espanca, porque eu preciso de doses diárias de intensidade e dramaticidade.
- Em que crêem os que não crêem?, Humberto Eco e Carlo Maria Martini. É bom estar em contato com opiniões de bom senso e debates de altíssimo nível sobre os mais diversos assuntos.
- O mundo de Sofia, Jostein Gaarder. Filosofia me alimenta, esse resumão é bonito, didático e gostoso de ler.
- Budapeste, Chico Buarque. Estória surpreendente, narrativa deliciosa e conflitos pertinentes.
- A alma encantadora das ruas - João do Rio, Paulo Barreto. Uma viagem encantadora pelo Rio de Janeiro do século passado, a cidade protetora das misérias humanas.
A quem vais passar este testemunho e por quê?
Amigos sagazes e com gostos apuradíssimos: Binha, Caju, Donda, André e Marcinha.
Domingo, Maio 08, 2005
Prioridade
Do Lat. prior: primazia de tempo, de ordem ou de categoria; anterioridade, precedência; primazia;
Quinta-feira, Abril 28, 2005
Se o que eu sou é também o que eu escolhi ser, aceito a condição... Aceito??
Não sei até que ponto é legal ver minhas peculiaridades como sinas. Ultimamente tenho percebido muitas coisas que são inerentes à minha personalidade, e tudo me parece tão pesado quanto chagas ou cruzes que eu carrego. Sem drama, eu juro. Concordo com o Paulinho, eu sou assim, quem quiser gostar de mim, eu sou assim, mas não acredito que eu vou ser do mesmo jeito pra sempre, pelo contrário, eu sou um ser humano desprovido de ponto final e, acima de tudo, uma metamorfose ambulante.
Percebi que estou longe de aceitar a condição de conviver com características que definitivamente não me fazem muito bem. Aceitar a condição, nesse sentido, me parece conformismo ou autopiedade. Posso estar exagerando, mas acho que eu posso fazer mais por mim. Se eu não tenho o poder de transformar a minha vida ninguém mais vai ter.
Meu mundo é hoje (Eu sou assim)
(Paulinho da Viola)
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim,quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Meu mundo é hoje não existe amanhã pra mim.
Eu sou assim, assim morrerei um dia.
Não levarei arrependimentos nem o peso da hipocrisia.
Tenho pena daqueles que se agacham pelo chão, enganando a si mesmo por dinheiro ou posição.
Nunca tomei parte desse enorme batalhão
pois sei que além de flores, nada mais vai no caixão.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Eu sou assim, quem quiser gostar de mim eu sou assim.
Quinta-feira, Abril 14, 2005
Hoje é o primeiro dia do resto da minha vida
Já percebi que a minha história nunca vai poder ser contada em linha reta, ela é uma sucessão de círculos. Nunca sei onde termina um e começa o outro, na verdade isso é o que menos importa. Tudo que começa tem um fim, isso me fez perceber que mais importante do que me preocupar com esse pequeno detalhe, é trilhar bem o meu caminho, independente das surpresas que ele me guarda.
É isso, um ciclo da minha vida, importante, é claro, acabou e não deixou muitas saudades. O que começa é desconhecido, incerto, novo, e por isso, fascinante.
Feliz? Triste? Insegura? Acho que não. Curiosa, e só.
Ah, e se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí...
Samba pra mim mesmo
(Wilson das Neves ¿ Paulo César Pinheiro)
Não quero mais
Uma gota de pranto por causa de amor fugaz
Nem um só desencanto que tire de mim a paz
Que eu tanto custei e penei para alcançar
Não quero não
Mais nenhuma saudade doendo em meu coração
Eu já não tenho idade para mais uma ingratidão
Uma nova ilusão eu não vou suportar
Não quero alguém
Que me faça promessas nem juras de amor também
E já não me interessa aventura com mais ninguém
Eu não quero razão para me magoar
Não quero, enfim
Mais nenhuma paixão como a que me deixou assim
Eu prefiro estar só e fazer companhia a mim
Eu não vou me trair nem me fazer chorar
Não quero mais desilusão que é tão ruim
Necessito só gostar um pouco mais de mim
Por isso eu quero agora
Conversar mais comigo que assim minha dor não chora
Me conheço demais e de mim não vou mais embora
Quero então para sempre, ao me lado ficar
Segunda-feira, Abril 04, 2005
Meu Drama (Senhora Tentação)
(Silas de Oliveira e Joaquim Ilarindo)
Sinto abalada minha calma
E embriagada minh¿alma
Efeito da tua sedução
Oh! Minha romântica senhora tentação
Não deixes que eu venha sucumbir
Neste vendaval de paixão
Jamais pensei em minha vida
Sentir tamanha emoção
Será que o amor por ironia
Deu-me esta fantasia
Vestida de obsessão?
A ti confesso que me apaixonei
Será uma maldição?
Não sei...
Quarta-feira, Março 30, 2005
Bem-me-quer, mal-me-quer...
É, por mais que o Caju me dê milhões de argumentos tentando dizer o contrário, eu ainda acredito muito que o acaso tem suas mágicas, a necessidade não.
Muita coisa surpreendentemente boa, inclusive o próprio, que hoje faz parte da minha vida é obra do acaso. Não que o acaso seja o único responsável pelas coisas boas, mas grande parte delas adiquirem um sentido todo especial por serem fruto de circunstancias fortuitas.
Isso tudo é pra falar de mais uma coisa que aconteceu por acaso. Coisa boba pra alguns, encantadora pra mim.
Eu gosto dos sites de busca, são úteis pro trabalho e pra saciar a minha curiosidade. Ás vezes coloco palavras soltas, a única frase de uma música que eu lembro e encontro coisas ótimas. Foi o que aconteceu ontem. Esse fascínio pela Colombina me fez ficar com a frase martelando na cabeça: ¿essa menina não quer mais saber de mal-me-quer¿. Mal-me-quer, bem-me-quer. Por que será que nós estamos sempre à procura de um bem querer? Ser humano é um bicho muito descontente...
Voltando ao assunto, coloquei isso no cadê: bem-me-quer, mal-me-quer. Na quinta página (sim, eu sou insistente), eu achei isso aqui:
Mal-me-quer
(Cristóvão de Alencar e Newton Teixeira)
Eu perguntei a um mal-me-quer
Se meu bem ainda me quer
Ela então me respondeu que não
Chorei, mas depois
Eu me lembrei
Que a flor também é uma mulher
Que nunca teve coração...
A flor mulher iludiu meu coração
Mas, meu amor
É uma flor ainda em botão
O seu olhar
Diz que ela me quer bem
O seu amor é só meu
De mais ninguém...
Sábado, Março 26, 2005
Sentimentos, em meu peito eu tenho demais...
Pra que eu fui pedir inquietações de volta? Agora o estrago está feito, idéias se debatem na minha cabeça e, pra variar, to perdida no espaço.
O coração da gente é bicho muito traiçoeiro. Seria tudo tão mais simples se a gente conseguisse ser um pouquinho menos inconstante, isso é tão difícil? Pra mim é.
Eu to sentindo tanta coisa ao mesmo tempo, que não sei mais distinguir. Eu sei que sou um ser humano desconexo, mas to precisando de paz no meu coração.
Eu não tenho sambado bem a dois por mim, e isso ta me fazendo um mal... Ah coração leviano!
Todo Sentimento
(Chico Buarque)
Preciso não dormir
Até se consumar
O tempo da gente
Preciso conduzir
Um tempo de te amar
Te amando devagar e urgentemente
Pretendo descobrir
No último momento
Um tempo que refaz o que desfez
Que recolhe todo sentimento
E bota no corpo uma outra vez
Prometo te querer
Até o amor cair
Doente, doente
Prefiro então partir
A tempo de poder
A gente se desvencilhar da gente
Depois de te perder
Te encontro com certeza
Talvez num tempo da delicadeza
Onde não diremos nada
Nada aconteceu
Apenas seguirei
Como encantado ao lado seu
Segunda-feira, Março 14, 2005
Não é só a falta de novidades que tem me afastado desse blog. Ultimamente tenho tido idéias tão desinteressantes que prefiro privar meus amigos de perderem tempo com elas. Não sei se é o desânimo ou se é o estado surpreendentemente sereno em que me encontro, mas eu tenho andado tão sem sal...
Saudades das minhas inquietações, essa vida sem muitos questionamentos não combina comigo.
*Alguém se habilita a fazer um template novo pra mim? =P
Diz Que Fui Por Aí
(Zé Kéti e H. Rocha)
Se alguém perguntar por mim
Diz que fui por aí
Levando o violão embaixo do braço
Em qualquer esquina eu paro
Em qualquer botequim eu entro
Se houver motivo
É mais um samba que eu faço
Se quiserem saber se volto
Diga que sim
Mas só depois que a saudade se afastar de mim
Tenho um violão para me acompanhar
Tenho muitos amigos, eu sou popular
Tenho a madrugada como companheira
A saudade me dói, o meu peito me rói
Eu estou na cidade, eu estou na favela
Eu estou por aí
Sempre pensando nela
Sexta-feira, Março 04, 2005
Nessa minha cruzada à procura do sambinha perfeito, encontrei um incomum. Ele é simples demais, e, ao mesmo tempo, extremamente encantador.
Fico imaginando aquelas figuras dos anos 30, vestidos nos seus paletós claros, sapatos brilhando, chapéu com faixa preta, cantando essa musiquinha pra donzela amada numa serenata debaixo da bancada do quarto dela...
Por que hoje em dia ninguém faz serenata?
Bolinha de Papel
(Geraldo Pereira)
Só tenho medo da falseta
Mas adoro a Julieta, como adoro
Ah, Papai do Céu
Quero seu amor minha santinha
Mas só não quero que faças de bolinha de papel
Tiro você do emprego
Dou-lhe amor e sossego
Vou ao banco e tiro tudo pra você gastar
Posso oh Julieta lhe mostrar a caderneta
Se você duvidar
Terça-feira, Março 01, 2005
"O acaso tem suas mágicas, a necessidade não"
¿ (...) será que um acontecimento não se torna mais importante e carregado de significados quando depende de um número maior de circunstancias fortuitas?
Só o acaso pode ser interpretado como uma mensagem. Aquilo que acontece por necessidade, aquilo que é esperado e que se repete todos os dias, não é senão uma coisa muda. Somente o acaso tem voz. Tentamos interpretar o acaso como as ciganas lêem no fundo de uma xícara o desenho deixado pela borra de café.¿
A insustentável leveza do ser - Milan Kundera